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existe uma são paulo enorme e irônica dentro daquela outra cidade cá na bahia. existe megazords com extremas aplicações de gigantismo bem na aorta de aço ou metal ou plástico barato, que esses negócios devem ter, dentro de mim avisando: lá vai você novamente. há uma semana minha escoliose me avisava e eu só queria dormir e acordar pra voltar a dormir logo depois. o mundo é bonito quando se tem os olhos fechados, mas se eu abro e ela está na minha frente é muito melhor. e então levanto apenas pra confirmar que serão meus pés trinta e oito ou trinta e nove há setecentos quilômetros daqui. e sofro antecipadamente pelas solidões e desesperos e dores e esperas e dúvidas datilografadas em cada centímetro de pele extensa. multiplicando e expandindo como um vírus novo e inominável que meu sistema imunológico já conhece desde dezembro, mas que não fez questão de batizar. e de puros: nem as minhas mãos que acenam acenam acenam em busca de paz e encontra até o vento carregando a sujeira de almas que também se perdem às quase não uma da manhã.

" Obrigava Lucien a desfazer o colarinho e abrir a camisa, depois conduzia-o, muito confuso, à frente de um espelho e fazia-o admirar a harmonia encantadora de suas faces vermelhas e de seu peito branco; roçava então com mão leve os quadris de Lucien e acrescentava com tristeza:
- A gente devia matar-se aos 20 anos. "
Oi?
" tem uma placa no corredor que diz “Silêncio” —
ela não espera por ninguém — acho que é isso
que faz as pessoas serem diferentes das placas "